Ocasião Especial (fluffy) AxU

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Mensagem  Thita em Qui Jan 13, 2011 1:00 am

AxU
Avisos: Homossexualidade, melosidade moderada.
Sinopse: - Aoi, o que você fez? – Uruha caminhou com dificuldade entre os utensílios, deixando suas coisas em cima da mesa e olhando pasmo para toda aquela bagunça.
- Er... – Seus ombros se curvaram em decepção. – Eu quis fazer um jantar romântico pra você. – Não disse que sua verdadeira intenção era levá-lo a um restaurante. – Sabe, faz um tempo que a gente tá junto...
AxU Fluffy

OCASIÃO ESPECIAL


Uruha estava deitado no sofá, a cabeça apoiada na perna de Aoi que afagava seus cabelos. Dormia tão inocentemente quando uma criança, com as mãos sob a bochecha, os lábios ligeiramente separados. Seu corpo subia e descia com a respiração regular.
A cabeça de Aoi estava longe dali, prevendo que provavelmente não teria dinheiro para pagar a conta de luz, mas mesmo assim, queria muito levar o loiro a um restaurante melhor, onde pudesse aproveitar sem preocupações. Ele merecia um pouco de luxo.
A banda ainda estava começando, sua musica não era reconhecida, nem tão pouco aclamada. Todos viviam no limite.
- Está pensando em que?
Aoi se sobressaltou, estava tão concentrado em suas contas que nem percebeu que ele tinha acordado.
- O que? – Abaixou um pouco o tronco e beijou-lhe a o topo da cabeça.
- Quis saber o que estava pensando.
O moreno sorriu.
- Nada de importante.
- Sei – Com um sorriso divertido, se levantou e alongou as costas. Reprimiu um bocejo e olhou atentamente o namorado antes de se levantar do sofá e ir em direção à cozinha sem dizer nada, sentindo as articulações do joelho reclamando por ter ficado muito tempo encolhido no pequeno sofá.
Na cozinha, algumas poucas louças do dia anterior descansavam no escorredor. O cômodo apertado abrigava apenas um balcão, uma geladeira manchada e um fogão velho que era extremamente útil. Não sabia exatamente o que queria, apenas sentia um pouco de fome e uma vontade louca de mastigar alguma coisa.
Abriu a geladeira. Vazia. Foi até o armário, uma lata solitária de leite condensado esperava o momento de finalmente ser usada.
- Aoi! Estamos sem comida! – Avisou fechando a porta e indo lavar a lata, abrindo-a logo em seguida com um abridor enferrujado. Aoi não disse nada. Uruha podia sentir pelo seu silencio que tinha algo o incomodando, mas preferiu não falar nada. Quando algo incomodava o moreno, ele apenas se abria quando se sentia pronto para isso.
Voltou para a sala com suas colheres e a lata nas mãos, um sorriso carinhoso enfeitando os lábios delicados. Sentou-se ao lado do namorado, estendendo uma das colheres para ele – Um pouco de açúcar pra relaxar – Justificou. Foi impossível para Aoi não correspondeu ao seu sorriso – Arrumei um emprego – Anunciou deixando o outro pasmo.
- Não sabia que estava procurando!
- Bom, a situação está difícil e viver apenas da musica não está dando certo... Liguei para algumas pessoas, fiz algumas entrevistas e consegui alguma coisinha. O salário não é muito alto, mas ajuda a pagar as contas.
- Vai trabalhar com o que?
- Bar tender.
Aoi riu só de imaginá-lo, desastrado como era, fazendo malabarismos, foi inevitável.
- O que?
- Nada não amor. E quando começa?
- Amanhã a noite. Hoje chegou a ultima mesada dos meus pais, vai dar pra fazer as compras e pagar a conta de água. – Disse humilde. Estava praticamente morando na casa dele, nada mais justo que ajudasse a pagar as contas.
- Eles telefonaram? – Esperava fervorosamente que sim. Os pais eram um assunto delicado para Uruha.
- Não, nem ligarão. Deixaram bem claro quando saí de Kanagawa que não queria um filho músico, muito menos sustentar um. – Seus olhos se perderam em um ponto qualquer – Essa mesada foi para diminuir o peso na consciência – Disse mais para si mesmo.
Uma lágrima solitária rolou, riscando a pele pálida. Aoi puxou-o para seus braços, embalando-o serenamente.
- Eu estou com você. Nós vamos conseguir.
- Sei disso, não preciso mais deles Yuu. Nossa banda vai ficar famosa e nós vamos ficar conhecidos. Tudo isso vai valer a pena.
O otimismo dele era realmente incrível.
- Preciso ir para minha casa, faz uma semana que não apareço por lá! deve estar tudo empoeirado.
Mas não móvel um músculo para sair dali. Os braços de Aoi eram confortáveis demais.
Permaneceram mais alguns minutos assim, simplesmente desfrutando o calor um do outro.
- Sabe, por que você não se muda para a minha casa? – Perguntou repentinamente, erguendo a cabeça para olhar diretamente nos olhos negros, o cabelo loiro se mexendo suavemente com o movimento.
Aoi olhou-o, avaliando a situação. Isso realmente diminuiria as contas já que Uruha não pagava aluguel. Além do mais, seria um passo importante no relacionamento deles.
Sentiu a cabeça do loiro se afundando novamente em seu peito, os braços envolvendo-o com mais força como se fosse deixar que saísse dali.
- Se não quiser, não tem problema, foi só uma idéia – Ele parecia arrependido, até mesmo magoado.
- Seu bobo, claro que eu quero morar com você!
O sorriso largo e espontâneo que se formou nos lábios cheios ofuscou-o e ele não se conteve em abraçar o loiro com mais força, sentindo o aroma suave de seu cabelo. Ergueu seu rosto delicadamente, olhando-o nos olhos, preso em toda aquela imensidão marrom.
Lentamente, puxou-o para mais perto. A respiração de Uruha batendo contra seu rosto, os olhos se desviando automaticamente para os lábios do moreno, que se torceram num sorriso. O loiro sorriu docemente, acabando com a distancia entre eles, o beijo cálido acelerando seu coração.
Quando o ar se fez necessário, se afastaram relutantes.
- Amo você – Sussurrou Aoi um tanto ofegante. Uruha apenas sorriu e se aconchegou mais ao moreno, escondendo o rosto na curva de seu pescoço.
- Tenho que ir – Murmurou baixinho, se levantando. Aoi segurou seu pulso antes que saísse.
- Fica mais um pouco – Pediu manhoso, recebendo um sorriso em resposta.
- Vou arrumar minha casa, quer ir? – Perguntou sarcástico. Conhecendo o namorado como conhecia, sabia muito bem que ele odiava fazer faxina.
- ahn... Na próxima, prometo!
Ambos riram.
- Ok. Ok. – Se afastou, saindo suavemente do apartamento.
Aoi permaneceu mais alguns minutos ali, olhando a porta fechada. Aproveitaria esse tempo sozinho para organizar o jantar que planejava fazer. Pelo visto, teria que esperar um pouco.

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Se enganara completamente sobre a habilidade de Uruha com malabarismos. Olhando agora, do confortável banco almofadado no balcão, bem de frente com o loiro, via sua agilidade e concentração. Aliás, não era o único que olhava Uruha. Uma mulher, sentada dois bancos à sua esquerda, não tirava os olhos dele, analisando seus movimentos sincronizados com os olhos fixos.
Aoi sentiu uma pontada de ciúmes quando ela chegou, mas todo sentimento negativos que tinha por ela se transformou em pena ao concluir que ela nunca teria um pedacinho sequer do loiro. Por Deus, como estava ficando possessivo!
Girou o copo de cerveja com dois dedos, observando o líquido amarelo se agitar no fundo, formando pequenas ondas cheias de espuma. Consultou o relógio, tinha mais uma hora pela frente antes da boate fechar.
- Ei, Yuu – A voz suave de Uruha chamou sua atenção. O sorriso que parecia sempre estar em seus lábios não transmitiram nada além de confiança e carinho. Por um momento, Aoi sorriu, quem o via daquela forma, todo delicado e até mesmo infantil em algumas horas não conseguia imaginar o quão dominador e selvagem ele era no quesito sexo. Apenas entre quatro paredes ele se revelava completamente, e era de tirar o fôlego de qualquer um. – Vai dançar um pouco, deve estar entediado.
A musica eletrônica e ritmada não era o que queria agora.
- Pode deixar, eu estou bem.
- Vou ver se posso sair mais cedo – Disse se desculpando e voltou aos drinques. Teria dores no braço ao fim da noite.
- Não precisa, gosto de ver você trabalhar.
A mulher pareceu concordar, os olhos ainda focados no rosto delicado. Sem perder tempo, ela se aproximou, sentando na cadeira logo ao seu lado.
- Prazer, sou Takeda Miyo – Aoi olhou para ela, surpreso com a abordagem. O que ela queria?
- Shiroyama Yuu.
- Você é amigo dele?
- Mais ou...
- Me apresente a ele? – Ela não o deixou concluir a frase. Talvez se tivesse deixado, não teria uma decepção tão grande. Bom, ela já estava irritando, por que não fazer o que ela pedia e ver sua cara de taxo quando descobrisse que eram, na verdade, namorados?
- Claro, espere um pouco que a boate já fecha. Assim vocês podem conversar mais calmamente – Sorriu perversamente por dentro. Não costumava ser assim, mas foi mais forte do que ele.
Terminou seu copo de cerveja e esperou pacientemente que a música finalmente cessasse.

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- Uruha, está é Takeda Miyo – A garota estava quase pulando de felicidade por falar com o loiro que tanto cobiçava. Ela não sabia que isso era um pecado capital?
Uruha olhou confuso, esperando alguma explicação.
- Prazer, Takashima Kouyou – Entendendo ou não a situação, não podia deixar de ser cordial. Estendeu a mão para ela, ofertando um sorriso discreto. Em seguida, virou o rosto para Aoi e perguntou: - Vamos pra casa? Estou tão cansado!
Miyo piscou confusa. Ele não a via ali?
- Ei, Takashima, eu queria conversar um pouco com você. – Reclamou. Ela tinha cara de colegial, e a coragem de uma.
- Ora, tudo bem, mas pode ser rápido? Eu realmente estou precisando de um descanso – A única coisa que acalmou o mau humor que começava a se formar nela foi o novo sorriso, um pouco mais largo que o anterior, mas igualmente discreto. Os olhos dele pareciam brilhar com as luzes e ela teve certeza de que estava apaixonada. Isso não passou despercebido por Aoi, que se arrependeu um pouco por ter dado o mínimo de esperanças a ela. Devia ter falado desde o começo que ele era comprometido, mas agora, o que estava feito estava feito. Adolescente! Como podia acreditar que já estava apaixonada, sendo que nunca o viu na vida?
- Claro. Primeiro, quero saber que tipo de musica você gosta.
Foi a vez de Uruha piscar confuso.
- Luna Sea, X-Japan...
- Que tipo de filme você gosta?
Ele olhou para os lados. Qual seria a melhor resposta? A verdade, decidiu.
- Terror e ação. Olha, por que você quer saber isso?
- Por que eu quero sair com você. Amanhã, depois que você sair daqui.
Ambos, Aoi e Uruha, engasgaram com a própria saliva. Isso era ser uma mulher de atitude?
Assustador.
- Me desculpa... Mas eu... – Uruha corou, buscando ajuda em Aoi. Este, para alivio do loiro, veio em sua salvação.
- Ele tem namorado. – Disse, ainda um pouco pasmo pela abordagem direta da garota.]
- Namorado? – Repetiu, dando ênfase no “do”. Aoi puxou Uruha em um abraço carinhoso pela cintura.
- Sim, namorado.
O rosto delicado se tingiu em uma infinidade de tons vermelhos, mais do que qualquer um imaginaria possível. Com a boca aberta, como se quisesse dizer alguma coisa mas não conseguisse, balbuciava coisas sem sentido.
- Vocês são namorados? – Perguntou, a sobrancelha erguida em descrença. Tivera tanta certeza de que o loiro estava solteiro. E além do mais, ele não parecia gay.
- Somos – Uruha disse baixinho, penalizado com a situação desconfortável da moça. Lançou um olhar fuzilante para Aoi, que só foi percebido depois de um bom tempo. – Desculpe. – Na verdade, não sabia bem por que estava se desculpando, mas pareceu se encaixar no momento.
- Não, não, eu quem peço desculpas. Aliás, está na minha hora, tenho que ir. - Com uma reverencia simples e apressada, quase correu para fora do lugar.
- Ai! – Reclamou Aoi ao sentir o punho de Uruha se enterrando em seu braço em um soco forte.
- Por que você não contou pra ela que somos namorados? A coitada teve que passar por isso, toda essa situação constrangedora! – Uruha estava lívido, não gostava que brincassem com as pessoas.
- É que eu fiquei com ciúmes.
- Isso não é uma desculpa – Tornou, ainda bravo.
- A Kouyou, ela ficava secando você. Tenho o direito de ter um pouquinho de ciúmes não? – Quando o olhar do maior se estreitou, ele mudou de tática – Tá bom, tá bom, eu não devia ter feito isso. Foi cruel e desnecessário. Me desculpa?
Foi impossível resistir, com os olhos brilhando e aquela carinha de cachorro abandonado, Aoi conseguia o que queria de Uruha. E ele sabia disso.
- Tá, mas só se você em prometer que não vai fazer de novo!
Aoi repentinamente puxou Uruha pela cintura, colando seus lábios em um beijo rápido.
- Prometo.

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Algumas horas depois, Uruha saia do banho em silencio secando o cabelo com a toalha branca e felpuda. Vestia um short surrado e uma camisa branca fresca, ótima para combater o calor do verão. Foi até o quarto, apenas para ver Aoi dormindo. Só ele sabia o quanto o outro ficava belo, inocente, quando se perdia no mundo dos sonhos.
Por um segundo, quis saber com o que ele sonhava. Como se soubesse desse desejo, Aoi murmurou seu nome, não uma, mas várias vezes.
Estava sem sono, e com uma fome dos diabos, foi para a sala assistir qualquer coisa que estivesse passando na TV e comer um sanduíche simples.
Quando voltou ao quarto, cinqüenta minutos depois, Aoi estava deitado, todo esparramado pela cama, de barriga para baixo. Um sorriso divertido se esgueirou no rosto de Uruha e ele apagou a luz do corredor. Sem hesitar, subiu na cama e se aninhou ao namorado, este imediatamente mudou de posição para acolhê-lo, em laçando o corpo magro sem perceber e Uruha não podia ficar mais feliz. Ali, naqueles braços, se sentia seguro.

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A bagunça na cozinha deixaria de cabelo em pé até mesmo a mais relaxada dona de casa. Farinha de trigo e diversas formas, panelas, em variados tamanhos e formados, estavam espalhadas pelo pequeno cômodo.
Praguejando baixo, Aoi retirou o que parecia ser mais um frango queimado. Por Deus, era o terceiro! Uruha já estava chegando e ainda não tinha conseguido fazer nem mesmo a salada.
Conseguiria fazer alguma coisa. Olhou no armário, um pacote solitário de macarrão parecia chamá-lo. Não devia ser muito difícil de fazer.
- Meu Deus, o que aconteceu nessa cozinha? – Aoi virou a cabeça lentamente em direção da voz.
- Oi amor. – Um sorriso de criança levada se formou nos lábios cheios do moreno.
- Aoi, o que você fez? – Uruha caminhou com dificuldade entre os utensílios, deixando suas coisas em cima da mesa e olhando pasmo para toda aquela bagunça.
- Er... – Seus ombros se curvaram em decepção. – Eu quis fazer um jantar romântico pra você. – Não disse que sua verdadeira intenção era levá-lo a um restaurante. – Sabe, faz um tempo que a gente tá junto...
Uruha diminuiu a distancia entre eles em duas passadas longas, selando os lábios do moreno com paixão. Sem se afastar muito, segurando-o pela bochecha, pegou o pacote de macarrão de sua mão e disse:
- Pega uma vassoura, varre isso daqui. Daí, eu te ensino a fazer macarrão. – Selou seus lábios novamente e se afastou em direção ao fogão. Pegou uma panela limpa embaixo da pia e encheu de água colocando o macarrão logo em seguida e ligou o fogo. – Não esquece de pegar um vinho.
Aoi sorriu intimamente. Talvez fosse divertido cozinhar com ele.
Depois de arrumada a sujeira, Uruha encheu as duas taças de plástico com o vinho que ganharam em uma apresentação alguns meses atrás. Brindaram a eles, ao amor que os unia. Esse tipo de laço não era encontrado em qualquer um.
O som da conversa e das ocasionais risadas enquanto preparavam o macarrão ao molho vermelho enchia o apartamento, dando ainda mais vida ao lugar. Trocavam alguns beijos aqui e acolá, aproveitando o momento para ficarem juntos, para curtirem um ao outro.
Com o macarrão finalmente pronto em uma travessa de vidro, ambos se sentaram à mesa. Aoi fez questão de apagar as luzes e acender as velas que tinha comprado. A luz amarela iluminava misteriosamente o rosto de Uruha, que parecia ainda mais adorável. O clima romântico criado pelo vinho, pela vela e por eles era melhor do que qualquer restaurante caro poderia proporcionar. Era como estar em uma bolha particular na qual apenas interessa o que o outro está pensando.
- Obrigado pela noite Yuu. – Uruha estendeu a mão até o meio da mesa.
- Não tem de que – Aoi estendeu a mão até a dele, entrelaçando os dedos. – Eu te amo.
Uruha apenas sorriu, olhando diretamente nos olhos castanhos.
- Eu também.

Fim.

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Mensagem  mio ☆彡 em Qui Jan 13, 2011 5:16 pm

Ai amei *o* Coitada da menina kkkkkkkk'
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